Baronenses contestam as propostas de mudanças no Plano Diretor

Na última reunião “devolutiva” sobre o Plano Diretor, realizada no Salão Comunitário, dia 18 passado,  um grupo de moradores de Barão Geraldo entregou oficialmente ao Secretário de Planejamento, Carlos Augusto Santoro, uma contestação da forma como está sendo realizada a discussão do novo Plano em Campinas, mas principalmente em Barão Geraldo sem levar em consideração as decisões da maioria da população local sobre as determinações futuras para as Leis de uso e ocupação do solo que será feitas posteriormente com base no Plano  Diretor que está sendo realizado pela Secretaria de Planejamento, com estudos de especialistas. Também foi questionada o desconhecimento da História de Barão Geraldo e suas especificidades locais rurais , como a clara decadência da economia imobiliária.P_20170518_192206_LL

Segundo esse grupo mais organizado, a proposta apresentada pelo secretário e a equipe da Secretaria está cheia de contradições internas com as avaliações e os próprios princípios e diretrizes apresentados pela área técnica em sua elaboração  contra a expansão da área urbana, além de informações mentirosas e não estar levando em consideração as determinações de participação democrática  do Estatuto das Cidades, com pouquíssimo tempo para que a população conheça a proposta e  sem nenhuma participação da população nas decisões.

Outro questionamento enfático ao processo e ao secretário foi quando Santoro afirmou que o Plano Diretor está sendo feito a pedido e em concomitância com a Unicamp que planeja se expandir para a Fazenda Argentina em direção à Estrada de Mogi Mirim  e precisa de mais vias e maior adensamento urbano em concomitância.  Vários professores da Unicamp, estudantes e funcionários e a própria secretária do reitor negaram o interesse da Unicamp em ampliar a área urbana para suas áreas rurais e um deles, o professor da matemática apresentou um documento assinado de que a Unicamp considera que a mudança no Plano Diretor pode ser um desastre  e defende a proposta de cidade sustentável ao nível de cidades européias.

O engenheiro Santoro, ao contrário da primeira reunião em que saiu mais cedo, nesta reunião acabou ficando até o final e rebateu todas as acuações e contrariedades à sistemática do Plano Diretor, demonstrando porém grande desconhecimento das informações, especificidades, valores e interesses locais.

Segundo Santoro, a elaboração do Plano Diretor está seguindo a legislação e os princípios constitucionais e do Estatuto da Cidade, ouvindo e com ampla participação popular e que levará em consideração todas as propostas apresentadas pelo site elaborado para o Plano. Porém Santoro enfrentou rispida e diretamente o grupo contrário ao plano diretor, dizendo que eram apenas “militantes organizados”  e tentando identifica-los com administrações anteriores do município ; “Estamos ouvindo e levaremos em consideração a participação de todos. Porém infelizmente voces não são a maioria no distrito e nem os que mais participam. Além disso, Barão Geraldo tem que atender às determinações do restante da cidade”.  – Nessa e em várias outras declarações e respostas, Santoro foi altamente vaiado e muitos responderam nervosos às suas respostas.

ÁREA  DE EXPANSÃO E PERÍMETRO URBANO SÃO  OS QUE CAUSAM MAIOR CONFUSÃO

Os principais questionamentos e lutas do grupo são basicamente contra a ampliação da área de expansão urbana e também modificações das leis que regulamentam o perímetro urbano sobre as áreas rurais (favorecendo a criação de novos loteamentos e adensamento populacional)  – o que causa grande confusão e ambiguidades entre os interessados – O grupo tambem luta radicalmente contra  qualquer proposta de ampliação da verticalização, contra a proposta de um novo complexo viário em direção à área da CIATEC, margeando a Fazenda Argentina e até a estrada de Mogi

E lutam também contra a proposta das novas “macrozonas” no plano da prefeitura pois permitirão construções com índices de aproveitamento de terrenos muito superiores aos atuais (), liberando assim a verticalização nos bairros deixando a população à mercê da especulação imobiliária. E exige a manutenção da atual   Plano Local de Gestão Urbana  de Barão Geraldo, de 1996

O grupo defende assim a manutenção do atual perímetro urbano, a preservação de toda a zona rural e incentivo à agricultura familiar, turismo rural e ecológico,  a manutenção dos índices atuais de permissão e construção e redução da permeabilidade do solo para 20%, a criação e fortalecimento de ciclovias, e circulares com transporte alternativo entre os bairros,  a proposta do Plano do Verde da Secretaria do Meio Ambiente a própria prefeitura de criação de mais de 30 parques , a regulamentação de proteção de todas as  áreas verdes como as Matas Santa Genebra e Santa Genebrinha,  Parque Linear Rio das Pedras, e às fazendas Santa Genebra e Rio das Pedras ea criação do Parque Rio das Pedras na fazenda do mesmo nome. E defende ainda a imediata reconstrução de pontes, um sistema inteligente de engenharia de trafego , a manutenção da pavimentação e recureçaõ das vias rurais, melhorando a interligação dos bairros da região da Mata de Santa Genebra com os outros bairros de Barão e defendendo por fim um modelo de plano “mais humano”. E ameaçou entrarem na justiça contra a forma como esta sendo feito: “Diante desses fatos, justifica‐se a abertura de um questionamento legal do processo de construção do novo plano.”

Desconhecimento e desconsideração com a História de Barão

Outro grupo questionou o desconhecimento da História de Barão Geraldo desde a elaboração do atual Plano de Gestão Urbana de 1996, que também desprezou a história do distrito e que continua sendo desprezado nesse a partir de determinações da prefeitura de Campinas , com total desconhecimento local de Barão , seus moradores e até da Unicamp. A História de Barão mostra claramente o surgimento da economia imobiliaria e seu auge  no período de expansão da Unicamp e atualmente sua decadência , com fortalecimento crescente da economia e do turismo cultural, universitário, ambiental e rural. Eles defenderam  que o Plano Diretor deve induzir o crescimento dessa nova economia, sem a necessidade de alteração do perímetro urbano e das zonas de expansão.

Outras pessoas defenderam em favor da proposta da Prefeitura na necessidade de abertura econômica para antigas áreas rurais hoje em decadência e sem produção (como na região  atrás da Mata Santa Genebra e das regiões rurais do Tijuco e Ciatec) e também um ex estudante e pesquisador da Unicamp, morador em republica que defendeu a necessidade de mais casas para universitários que querem morar  em Barão, sendo porém bastante rechaçados.

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Um Comentário

  1. Marilena Cherutti Pacheco

    E isso mesmo eu defendo com unhas e dentes para não fazerem coisas que vão detonar nosso Distrito de Barão Geraldo quem ajudou a aprovação do Plano Diretor de 1996 que este plano esta la e defitinitvo para que nunca deixem de ser mudado e sim preservado tudo que aqui temos eu sou moradora desde 1984 e vim de São Paulo pq la ja estava um caos e aqui estou morando até hoje é defendendo o possível para que Barão não fique como São Paulo num mar de águas e isso que eu sempre digo se não cuidarmos do nosso Distrito vai ser como São Paulo vamos precisar andar de Barco pra nós locomover de um lado para o outro enfim que Deus nos ajude a defender nosso Distrito !

    Curtir

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