Unicamp e Barão recebem o 3 Congresso da ANEL que se opõe à UNE em Goiânia

_dsc0116-fbff4(com base no Esquerda diario) Com cerca de 2000 estudantes de todo o país (sendo 1600 delegados eleitos)  começou hoje na UNICAMP  o terceiro congresso da ANEL ( Assembléia Nacional Estudantil Livre) que se opõe à UNE. Reunidos na UNICAMP estão muitos dos jovens que tem participado de processos de luta e greve em várias universidades federais do país, enfrentando-se aos ajustes de Dilma, estudantes da UERJ, de universidades privadas e também secundaristas.A maioria ligada aos partidos de esquerda como PSTU., UJC, POR, PSOL  PCO, Juntos e varios outros partidos marxistas. Nesses mesmos dias em que as universidades estão fechadas , a UNE faz seu 54 Congresso em Goiânia com 6.452 delegados. A maioria ligados aos partidos PC do B e PT que dominam e disputam a hegemonia da UNE ha várias décadas. A UNE esperava a presença de mais de 10.000 estudantes. Mas atribui o menor numero à forte crise economica e redução de custos nas federais.O que acaba sendo feito pelos próprios estudantes e suas familias.

Ambos os congressos acontecem em meio a uma crise de todo sistema universitário brasileiro, que atinge centenas de milhares que não podem continuar nas universidades privadas por cortes no financiamento federal do FIES, cortes em assistência estudantil e nos salários e direitos de terceirizados nas universidades federais, e uma mesma precarização na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) que é acompanhada da repressão e tentativa de criminalização do movimento estudantil pelo reitor Vieiralves. E ambos os congressos combatem fortemente e não aceitam o AJuste econômico do governo federal sobretudo em relação a Educação e à nova lei que oficializa a Terceirização ._dsc0080-3bcec

Este cenário na educação é parte de uma agressiva política de corte pelo governo Dilma e o PT, e também diferentes governos estaduais, que combinam esta crise do sistema universitário a um “fim de ciclo” do governo Dilma com ataques a classe trabalhadora como as MPs 664 e 665 e o PL 4330. Porém vários estudantes no COngresso da UNE defendem a necessidade do Ajuste Econômico, mas combatem a mídia, a “direita ”  Mas também combatem a legalização da Terceirização como a ANEL  (VEJA LINKS E FOTOS DO CONGRESSO DA UNE AO FINAL DESTA PAGINA)

Este cenário marcou muitas falas da mesa de abertura que foi composta por alguns Diretórios Centrais de Estudantes. A mesa de abertura também contou com falas de Janaína Oliveira, do PSTU, pela Comissão Executiva Nacional da ANEL e de Mancha pela CSP-Conlutas, central sindical e popular da qual a ANEL é filiada.

Houve saudações internacionais ao congresso, bem como saudações de grupos que enviaram observadores a este congresso. Fizeram uso da palavra o Juntos!, UJC, POR, Território Livre, entre outros grupos.

arton1288-1d589Entre os grupos que constroem a ANEL houve saudação do PSTU, feita pela vereadora Amanda Gurgel de Natal, Rio Grande do Norte. E representando a Juventude às Ruas, que participa do congresso com uma importante delegação, fez uso da palavra Carolina Cacau, coordenadora do Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ. (Veja abaixo o vídeo de Cacau onde ela remarca alguma das visões e propostas que a tendencia “Juventude às Ruas” trouxe a este congresso.)

Um debate que já se anuncia neste congresso a partir das falas da mesa é como de fato construir uma greve geral da educação, e qual o papel estão cumprindo a UNE e CUT em dias nacionais de paralisação, como passar a construir de fato a unidade e coordenação das lutas que já estão em curso. Segundo O esquerda Diario, O desafio colocado à esta geração de jovens que tem seu futuro em jogo, seja nas universidades, seja no trabalho precário e terceirizado, é um tema de debate do congresso.

A ANEL se contrapõe às posições da UNE segundo eles uma , “entidade governista e burocrática, o congresso da ANEL é livre, plural e democrático. Nele, vamos pensar propostas para organizar as próximas mobilizações dos jovens brasileiros, com o apoio de inúmeros movimentos sociais, lideranças sindicais e populares, intelectuais e uma delegação internacional muito representativa”.

A mesa de abertura contou com falas iniciais dos principais DCEs do Brasil. A ANEL fez a opção de escolher apenas representantes mulheres para falar por essas entidades. Izabella Lourença, da UFMG, parabenizou a presença dos negros no congresso e da importância da nossa entidade na luta por cotas raciais e por políticas de acesso e permanência nas universidades. Marcela Carbone, do DCE da USP, reafirmou a importância da unidade entre estudantes, professores e funcionários para organizar uma greve geral contra os cortes na educação. Poliana Belo (Poli), do DCE da UFAL, citou a importância da independência financeira da entidade e da vitória que é garantir a presença de todas as delegações no Congresso.

Os organizadores defendem um movimento estudantil com independência política e financeira. “O congresso da ANEL se coloca a serviço das mobilizações em curso e utilizará todos os espaços para fortalecer a greve na educação e a luta de juventude e dos trabalhadores por mais direitos”, ressaltam.

A GRANDE MÍDIA BOICOTOU COMPLETAMENTE OS DOIS CONGRESSOS

Veja programação:

Programação 3º Congresso da ANEL
Dias 04 a 07 de Junho.

Quinta-feira
Manhã: Mesa de abertura
Tarde: Painéis Temáticos
Transporte, mobilidade urbana e direito à cidade;
Criminalização dos Movimentos Sociais;
Drogas, desmilitarização e genocídio do povo negro;
Cultura, humor, mídia e política;
Pornografia, LGBTfobia e machismo;
Saúde e privatização;
Mulheres negras;
Transfobia e identidade de gênero;
Juventude e Trabalho Precarizado;
Internacional
Noite: Mesa sobre a situação política do Brasil.

Sexta-feira
Manhã: Mesa sobre educação
Tarde: Grupos de Discussão – Universitários de públicas, Universitários de Privadas e Secundaristas.
Noite: Arraial LGBT
Sábado
manhã: Mesa de opressões
Tarde: Oficinas Temáticas
Teatro do Oprimido;
Violência Sexual e Aborto;
Porque devemos impedir que Israel faça a segurança nas Olimpíadas 2016?;
Auto-defesa;
Discriminalização das Drogas;
Oficina de Turbantes;
Genocídio e racismo à juventude negra. O mito da democracia racial;
Formação de Atores;
Percussão Corporal;
Cacuriá;
Bonecas Negras;
Defesa Pessoal;
Noite: Atividade Cultural

Domingo
Manhã: plenária final
Tarde: plenária final

http://www.esquerdadiario.com.br/Com-mais-de-mil-jovens-comecou-o-congresso-da-ANEL

reforma-politica-yuri-554x28879980

deputada Luciana do PC do B abre o Congresso da UNE em Goiânia conclamando a luta contra a “direita conservadora”

http://www.vermelho.org.br/noticia/265151-1

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